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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Tarsila do Amaral



Nascida em Capivari, SP, em 1886, a pintora Tarsila do Amaral é, indiscutivelmente, um ícone da arte brasileira nesse século. Podemos dizer que Tarsila do Amaral encontrou soluções extremamente pertinentes para o que talvez seja o maior dilema da arte brasileira contemporânea: a difícil combinação entre as novas informações e a tradição advindas da arte europeia e o caldo cultural brasileiro, principalmente no que se refere à expressão popular.

Tarsila do Amaral teve uma formação acadêmica muito sólida, em São Paulo e em Paris, o que não resultou para a artista em amarras estéticas ou imposições formais. Muito pelo contrário, a formação acadêmica só reforçou a singularidade da cultura popular brasileira para Tarsila.

É essa cultura que seria reinterpretada e redescoberta à luz do modernismo brasileiro. Tarsila do Amaral é peça chave do movimento modernista, integrando o “grupo dos cinco”, formado por intelectuais e artistas fundadores do movimento, como Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Pichia. Nessa época começa o namoro com Oswald de Andrade, com quem se casaria em 1926.

Tarsila do Amaral foi uma artista muito consciente da sua importância no movimento modernista e da inserção da sua obra no panorama brasileiro das artes plásticas. Tarsila integrava a vanguarda intelectual e artística da época, cultivando uma forte amizade com o intelectual franco-suíço Blaise Cendrars.


Em 1928, pintou o Abaporu, tela batizada por Oswald e pelo poeta Raul Bopp, e que inspiraria o movimento o movimento antropofágico, importante movimento cultural da década de 1930, vinculado ao modernismo e encabeçado por Oswald de Andrade. Em 1950, Sergio Milliet organizou retrospectiva da artista no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Tarsila participou também da I Bienal, em 1951. Em 1964, participou da Bienal de Veneza e em 1969 o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro inaugurou uma grande exposição de sua obra: 50 Anos de Pintura. Esse quadro de Tarsila bateu o recorde de preço de uma obra brasileira, estando situado hoje na Argentina.

É considerada uma das mais importantes artistas brasileiras que, embora tenha tido uma curta carreira, criou obras de expressão inigualável para a arte moderna no Brasil.

CRONOLOGIA

1886 – Nasce em Capivari, São Paulo.

1917 – Estuda com Pedro Alexandrino e Elpons, em São Paulo.

1920 – Estuda na Academia Julian, em Paris.

1922 - Liga-se ao grupo modernista em São Paulo, integrando o “grupo dos cinco”, formado por intelectuais e artistas fundadores do movimento, como Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Pichia.

1923 – Viagem à Europa com Oswald de Andrade. Estuda com André Lhote e Albert Gleizes.

1924 – Início da fase Pau-Brasil.

  

1976 – Retrospectiva na Bienal de São Paulo.

1977 – Retrospectiva no MAM – RJ.

1983 – Retrospectiva Centro Cultural São Paulo.

1984 – Retrospectiva MAM-SP.

1984 – Exposição “Tradição e Ruptura, Síntese de Arte e Cultura Brasileira”, Fundação Bienal de SP.

Características de suas obras
- Uso de cores vivas
- Influência do cubismo (uso de formas geométricas)
- Abordagem de temas sociais, cotidianos e paisagens do Brasil
- Estética fora do padrão (influência do surrealismo na fase antropofágica)

Principais obras de Tarsila do Amaral


- Autorretrato (1924)
- Retrato de Oswald de Andrade (1923)
- Estudo (Nu) (1923)
- Natureza-morta com relógios (1923)
- O Modelo (1923)
- Caipirinha (1923)
- Rio de Janeiro (1923)
- A Feira I (1924)
- São Paulo – Gazo (1924)
- Carnaval em Madureira (1924)
- Antropofagia (1929)
- A Cuca (1924)
- Pátio com Coração de Jesus (1921)
- Chapéu Azul (1922)
- Auto-retrato (1924)

- O Pescador (1925)
- Romance (1925)
- Palmeiras (1925)
- Manteau Rouge (1923)
- A Negra (1923)
- São Paulo (1924)
- Morro da Favela (1924)
- A Família (1925)
- Vendedor de Frutas (1925)
- Paisagem com Touro (1925)
- Religião Brasileira (1927)
- O Lago (1928)
- Coração de Jesus (1926)
- O Ovo ou Urutu (1928)
- A Lua (1928)
- Abaporu (1928)
- Cartão Postal (1928)
- Operários (1933)


FONTES
http://www.suapesquisa.com/biografias/tarsila_amaral.htm


Link das Obras: Álbum Tarsila do Amaral

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

ARTISTAS BRASILEIROS

Biografia de Lívio Abramo

Lívio Abramo (Araraquara / SP, 1903 – Assunção / Paraguai, 1992) filho de pais italianos, ele, os irmãos e irmãs cresceram em um ambiente especial e tornaram-se artistas, jornalistas e intelectuais, cujas contribuições foram importantes para o cenário cultural brasilero. Segundo Abramo, seus pais foram sua principal influência artística, pois, ambos sensíveis às Artes, incentivavam os filhos à frequentarem eventos artísticos gerais.

Seu sonho era ser arquiteto, mas problemas financeiros o impediram de concretizar seu ideal. Sua “fuga” foi se especializar na técnica da gravura, o que, para ele compensou a frustração; e foi no autodidatismo que aprimorou seu conhecimento e apaixonou-se por essa arte.

Foi pela influência de gravuras expressionistas alemãs de Kathe Kollwitz entre outros que ele disse: - É isso que eu quero fazer!

Interessava-se por Comunismo, Trotskismo e Socialismo. Nesse época colaborava fazendo ilustrações para tablóides sindicalistas. Depois foi expulso do Partido Comunista acusado de trotskismo.

Só foi reconhecido artisticamente quando suas xilogravuras alcançaram uma riqueza impressionante de detalhes precisos.

Ganhou diversos prêmios como o de Viagem ao Exterior do Salão Nacional de Belas Artes, em 1950, o 1º. Prêmio de Gravura da 2ª Bienal de São Paulo, em 1953 e algumas honrarias como a ordem do Rio Branco.

Lívio possuia uma personalidade forte, uma integridade inabalada e inteligência abrangente. Produziu gravuras, desenhos, charges, design de objetos, textos críticos, aulas e curadoria de exposições.

Em 1931, foi contratado pelo jornal Diário da Noite, para fazer desenhos comentando os principais acontecimentos do dia (suas charges).

Teve a honra de participar das transformações culturais não somente de seu país, como de conviver na realidade de outro país – o Paraguai. Passou metade de sua vida no Brasil e a outra metade no Paraguai.

Na década de 50 foi convidado para integrar a Missão Cultural Brasil Paraguai; participou da Fundação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai e fundou o Estúdio de Gravura, que segundo sua irmã Lélia Abramo foi uma de suas mais importantes realizações.

Teve contato com diversos artistas renomados como: Oswaldo Goeldi, Marcelo Grassmann, Fayga Ostrower, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Lasar Segall, Portinari, Bruno Giorgi, entre outros importantes artistas.
Lívio Abramo - Homem Sentado 
Homem Sentado
13 x 16 cm
Xilogravura




BIOGRAFIA DE ANTÔNIO HENRIQUE ABREU AMARAL



Antônio Henrique Abreu Amaral nasceu no ano de 1935. É formado em Direito pela Universidade de São Paulo.

Iniciou sua formação artística em 1952, na Escola do Museu de Arte de São Paulo, MASP, com Roberto Sambonet. Estudou gravura com Lívio Abramo no Museu de Arte Moderna de São Paulo, MAM/SP, em 1956. No ano seguinte, realiza a primeira exposição individual de gravura neste museu. Em 1958, viaja para a Argentina e Chile, realiza diversas exposições e entra em contato com Pablo Neruda, Arturo Edwards, Rodolfo Ofazo e Mario Carreño. Vai para os Estados Unidos em 1959 onde, além de expor em Washington, aperfeiçoa-se em gravura com Shiko Munakata e W. Rogalsky, no Pratt Graphics Center, em Nova York. Volta ao Brasil em 1960 e trabalha como assistente de Alfredo Bonino, na Galeria Bonino, Rio de Janeiro. Conhece Portinari, Bandeira, Djanira e Goeldi. Em 1961 volta para São Paulo, trabalha como redator e contato publicitário sem abandonar a atividade artística.

Após o golpe militar de 1964, sua obra passa a incorporar uma temática social agressiva. Em 1967 lança o livro O Meu e o Seu, na Galeria Mirante, com apresentação e texto de Ferreira Gullar e capa de Rubens Martins, e inicia seu trabalho em pintura.Nesse mesmo ano faz a primeira mostra individual de pintura, a série Bocas, na Galeria Astréia, em São Paulo.

Entre 1968 e 1975 elabora a série Bananas, composta de litografias e pinturas. É nesta fase que troca gradativamente a gravura pela pintura. Em 1971, com o prêmio de viagem ao exterior recebido no Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, vai para Nova York e retorna ao Brasil em 1975. Nesse período realiza exposições nos Estados Unidos, entre outros países. Quando volta ao Brasil revitaliza sua pintura e chega gradativamente à pintura abstrata.

Expressionista, em suas gravuras desenvolveu uma temática social agressiva, transposta depois para a pintura. No final da década de 60 e no transcorrer da década seguinte, desenvolve a fase das bananas, numa aproximação às idéias veiculadas pelo Tropicalismo e, numa referência mais remota às figuras antropofágicas de Tarsila do Amaral, com a mesma pujança cromática que se verifica suas telas atuais mais próximas do ideário surrealista. Esta fase é constituída de duas séries, a primeira denominada Brasiliana, que vai até 1973 e a segunda, Campos de Batalha.

Expões com regularidade em várias capitais do Brasil, apresentando-se também em individuais, salões e coletivas no exterior.
Vive e trabalha em São Paulo.

CRONOLOGIA

1935 – Nasceu em São Paulo.

1952 – Estuda desenho com Roberto Sambonet, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, MAM/SP.

1954 – Ingressa na Faculdade de Direito.

1958 – Faz sua primeira exposição individual de gravuras no Museu de Arte Moderna.

1959 – Vai para os Estados Unidos.

1961 – Volta para São Paulo e trabalha como redator de publicidade.

1964 – Golpe Militar.

1966 – Começa a pintar a óleo. Inicia a série “Bocas”.

1967 – Publica o álbum de gravuras “O meu e o Seu”. Faz sua primeira individual em pintura, na Galeria Astréia, com a série “Bocas”.

1971 – Ganha o prêmio de viagem ao exterior no Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Expõe as “Bananas” na Galeria Bonino, no Rio de Janeiro.

1975 – Volta ao Brasil.

1978 – Participa da Bienal de Arte Latino-Americana de São Paulo.

1983 – Exposição “Caminhos de Ontem – Trabalhos de Hoje”, na Galeria Bonfiglioli, em São Paulo.

1989 – Vence o concurso para a criação do “Painel Bandeirantes”. Nesse ano trabalha na execução do painel.

1993 – Realiza a série dos “teatros” que são expostos no Museu de Arte moderna de São Paulo.

1995 – Desenvolve a série dos torsos, corpos e bambus.

1997 – Vive e trabalha em São Paulo.


*FOTO: MILLIET, Maria Alice / SULLIVAN, Edward J. / MORAIS, Frederico. Antonio Henrique Amaral: Obra em Processo (pág. 6). DBA; São
Paulo, 1997.


Antonio Henrique Abreu Amaral - Naufrágio
Naufrágio
Tronco com Espinhos










sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Cláudio Tozzi


Pintor, desenhista, gravador e arquiteto, nasceu em São Paulo, em 1944. Nome dos mais conhecidos desde jovem, sua obra participa da paisagem paulistana e dos livros de arte brasileira há uns 30 anos, sendo reconhecida com facilidade pelo seu multi-cromatismo e pela sua técnica pontilhista. Seus temas são : a pop art, pássaros e paisagens brasileiras, paisagens urbanas, escadas, retalhos geométricos, escadas, recortes, etc., com as fases mais antigas sendo mais procuradas pelos colecionadores.
Cláudio Tozzi é um artista que, na sua maturidade, não abdica de sua vitalidade na busca de novos caminhos; mas também em seus trabalhos os elementos que sempre os caracterizam: por um lado, uma grande qualidade gráfica e bem cuidada plasticidade; por outro, um projeto prévio e deliberado, que resulta em uma obra construída e racional, e não da mera emoção ou da intuição."
http://www.moderna.com.br/catalogo/encartes/85-16-04152-2.pdf
Desde seus primeiros trabalhos e experiências visuais com a “nova figuração” na década de 60, Claudio Tozzi teve sua obra reconhecida tanto no meio cultural, quanto junto ao grande público. Trabalhou com imagens e ocorrências do mundo urbano e utilizou em sua pintura ícones imediatamente reconhecíveis ( Guevara, multidões, astronautas, bandido da luz vermelha, etc. ).
http://www.pinturabrasileira.com.br/artistas_bio.asp?cod=41&in=9

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Gilberto Gomes

Nasceu em Aparecida, São Paulo em outubro de 1955.
Pintor, Desenhista, Ilustrador, Gravador, Escultor, Restaurador e Professor de Artes Plásticas.
Gilberto Gomes pertence a várias Entidades Culturais Brasileiras, dentre elas a Associação Paulista de Belas Artes e a Sociedade Brasileira de Belas Artes.


Detentor de prêmios em Exposições e Salões de Arte no Brasil e Exterior, possuindo dentre outros, Medalha de Ouro, Medalha de Honra, Menção Honrosa e diversas Salas Especiais, ao lado de grandes artistas brasileiros.
Possui também um vasto curriculum com participações em centenas de eventos.
Artista de ampla e legítima reputação nacional, tendo sua obra catalogada nos principais segmentos culturais destacando – se os “Dicionários Artes Plásticas Brasil”, de Júlio Louzada, “Dicionário de Pintores Brasileiros”, de Walmir Ayála – editora Spala – Rio de Janeiro, 1986; “Dicionário de Pintores Brasileiros”, edição revista e ampliada por André Seffrin – editora da Universidade Federal do Paraná, 1997; “Arte & Artistas Brasil 2001”, Laserprint Editorial – São Paulo; “Bilhetes da Loteria Federal da CEF em duas emissões inteiras”, Brasília – DF; “Cartões telefônicos da Telefonica”, Interprint – São Paulo – SP; “Revista de Pintura Domani, como Convidado Especial da edição de julho de 2002” – Editora Domani – São Paulo – SP.
O artista possui obras em Acervos e Coleções particulares em mais de trinta países, destacando – se o Palácio da Presidência da República em Brasília, Universidade Federal de Zaragoza – Espanha, Banco Bradesco – New York, Banco do Brasil – Leningrado, Fundação Cultural de Munique – Alemanha, Embaixada Brasileira – Argentina, Ateliê do Pintor Americano Gregory Gallo – New York, Museu Regional de Feira de Santana, dentre outras coleções.

Na Internet, Gomes está presente em dezenas de Sites e no Portal Bahia Hoje, um dos maiores do Norte Nordeste, o pintor mantém o seu Site Oficial em www.bahiahoje.com.br/gilbertogomes, onde em mais de 300 páginas, podemos avaliar a extensão da obra desse renomado artista brasileiro.

BENEDITO DUBSKY COUPÉ
(Historiador)

Arte Brasileira

Conheça os grandes mestres da pintura brasileira.
http://www.pinturabrasileira.com/

ARTE NA PRÉ-HISTÓRIA

ARTE NA PRÉ-HISTÓRIA A  Arte na Pré-História  expressa a forma de vida do homem primitivo, que a usavam para registrar e comunicar sua ...