segunda-feira, 21 de novembro de 2011

CDs Enciclopédia Multimídia de Arte (CARAS)



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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Interveção na Arte


Intervenção









Definição

A noção de intervenção é empregada, no campo das artes, com múltiplos sentidos, não havendo uma única definição para o termo.

Na área de urbanismo e arquitetura, as intervenções urbanas designam programas e projetos que visam à reestruturação, requalificação ou reabilitação funcional e simbólica de regiões ou edificações de uma cidade. A intervenção se dá, assim, sobre uma realidade preexistente, que possui características e configurações específicas, com o objetivo de retomar, alterar ou acrescentar novos usos, funções e propriedades e promover a apropriação da população daquele determinado espaço. Algumas intervenções urbanísticas são planejadas com o intuito de restauração ou requalificação de espaços públicos, como as conhecidas revitalizações de centros históricos, outras objetivam transformações nas dinâmicas socioespaciais, redefinindo funções e projetando novos atributos.

Como prática artística no espaço urbano, a intervenção pode ser considerada uma vertente da arte urbana, ambiental ou pública, direcionada a interferir sobre uma dada situação para promover alguma transformação ou reação, no plano físico, intelectual ou sensorial. Trabalhos de intervenção podem ocorrer em áreas externas ou no interior de edifícios.

O termo intervenção é também usado para qualificar o procedimento de promover interferências em imagens, fotografias, objetos ou obras de arte preexistentes. Intervenção, nesse caso, possui um sentido semelhante à apropriação, contribuição, manipulação, interferência. Colagens, assemblages, montagens, fotografias e desenhos são trabalhos que freqüentemente se valem desse tipo de procedimento.

Os projetos de intervenção são um dos caminhos explorados por um universo bastante diverso de artistas interessados em se aproximar da vida cotidiana, se inserir no tecido social, abrir novas frentes de atuação e visibilidade para os trabalhos de arte fora dos espaços consagrados de atuação, torná-la mais acessível ao público e desestabilizadora e menos mercantilizada e musealizada. Tal tendência, marcante da arte contemporânea, é geradora de uma multiplicidade de experimentações artísticas, pesquisas e propostas conceituais baseadas em questões ligadas às linguagens artísticas, ao circuito da arte ou ao contexto sociopolítico.

As linguagens, técnicas e táticas empregadas nesses trabalhos são bastante heterogêneas. Intervenções podem ser ações efêmeras, eventos participativos em espaços abertos, trabalhos que convidam à interação com o público; inserções na paisagem; ocupações de edifícios ou áreas livres, envolvendo oficinas e debates; performances; instalações; vídeos; trabalhos que se valem de estratégias do campo das artes cênicas para criar uma determinada cena, situação ou relação entre as pessoas, ou da comunicação e da publicidade, como panfletos, cartazes, adesivos (stickers), lambe-lambes; interferências em placas de sinalização de trânsito ou materiais publicitários, diretamente, ou apropriação desses códigos para criação de uma outra linguagem; manifestações de arte de rua, como o grafite.

Diferentes trabalhos de arte podem ser qualificados como intervenção, não havendo, portanto, uma categorização única ou fronteiras rígidas que a separem da instalação, land art, site specific, performance, arte postal, arte xerox, mas sim uma confluência entre as tendências.Tomando o significado do vocábulo intervenção - como ação sobre algo, que acarreta reações diretas ou indiretas; ato de se envolver em uma situação, para evitar ou incentivar que algo aconteça; alteração do estabelecido; interação, intermediação, interferência, incisão, contribuição - podemos destacar alguns aspectos que singularizam essa forma de arte: a relação entre a obra e o meio (espaço e público), a ação imediata sobre determinado tempo e lugar, o intuito de provocar reações e transformações no comportamento, concepções e percepções dos indivíduos, um componente de subversão ou questionamento das normas sociais, o engajamento com proposições políticas ou problemas sociais, a interrupção do curso normal das coisas através da surpresa, do humor, da ironia, da crítica, do estranhamento. A reversibilidade de sua implantação na paisagem, seu caráter efêmero, é outra características das intervenções.

Algumas referências teóricas importantes para essa forma de expressão artística são o movimento situacionista e a fenomenologia, e, entre os movimentos estéticos, o dadaísmo, o minimalismo, a arte povera e a arte conceitual. No plano internacional, entre as diversas práticas artísticas que podem ser identificadas com intervenções estão trabalhos de artistas bastante diferentes, como Richard Long (1945), Christo (1935), Richard Serra (1936) e Gordon Matta-Clark (1943 - 1978). No contexto brasileiro, alguns trabalhos de artistas como Flávio de Carvalho (1899 - 1973), Hélio Oiticica (1937 - 1980), Lygia Clark (1920 - 1988), Cildo Meireles (1948), Artur Barrio (1945), Paulo Bruscky (1949), grupo 3nós3, Dante Veloni (1954), podem ser considerados precursores das intervenções.

Como prática artística, as intervenções se consolidam no Brasil nos anos 1970, com propostas de grupos de artistas como o 3nós3, Viajou sem passaporte e Manga Rosa, que tomaram a cidade como campo de investigação e procuraram expandir o circuito de arte e a noção de obra de arte. Tais ações consistiam geralmente na introdução de elementos estranhos em situações cotidianas, com o objetivo de alterar a ordem habitual e buscar uma comunicação mais direta com o público.

No decorrer dos anos 1990 despontam intervenções orientadas por novas estratégias, trabalhos que mantêm em comum com os realizados em períodos anteriores a procura por alternativas aos circuitos oficiais e em atingir diretamente o público, mas que possuem um caráter marcadamente engajado, voltado a interferir numa situação dada para alterar seu resultado, numa tendência geral conhecida como artivismo. Tais projetos artísticos, geralmente empreendidos por coletivos de artistas existentes nas principais capitais do país, com freqüência se ligam a movimentos sociais ou comunitários, a iniciativas de organizações governamentais ou causas internacionais, como a diminuição da poluição e a crítica à globalização e ao neoliberalismo.

Diversas intervenções artísticas se concretizam sem licença para serem realizadas, por vezes ilicitamente. Tornam-se cada vez mais comuns as intervenções desenvolvidas com a aprovação institucional ou como encomendas especialmente projetadas para um determinado local, financiadas por uma instituição ou instância pública. Estas geralmente ocorrem no interior de museus, centros culturais ou galerias, espaço no qual o artista introduz elementos e materiais imprevistos, ou dispõe objetos corriqueiros, num arranjo inusitado, desvirtuando sua funcionalidade e provocando um estranhamento nos visitantes.

Fonte: http://www.itaucultural.org.br/


sexta-feira, 3 de junho de 2011

A Moça com Brinco de Pérola

MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA - Johannes Vermeer é considerado o segundo pintor mais importante da Holanda, ficando atrás apenas de Rembrandt. Durante sua existência, entre os anos 1632 e 1675, Vermeer viveu em Delft, foi comerciante de arte e pintou diversos quadros, entre eles Moça com Brinco de Pérola, classificado por alguns como a “Mona Lisa holandesa”. A exemplo da pintura italiana, muito se especula sobre a modelo que posou para o pintor, embora não existam registros sobre a origem da mesma.

Em 1999, a escritora Tracy Chevalier publicou um romance, no qual tenta desvendar a moça por detrás do quadro, que a todos encanta com sua expressiva beleza e um intrigante olhar, ao mesmo tempo alegre e triste. Baseado nesse livro (que vendeu mais de dois milhões de exemplares logo quando foi lançado), Olívia Hetreed criou o roteiro de Moça com Brinco de Pérola, para que Peter Webber o dirigisse, estreando em longas metragens.

Scarlett Johansson interpreta Griet, uma jovem camponesa que, por conta de dificuldades financeiras pelas quais passa sua família, é levada a trabalhar na casa do pintor (vivido nas telas por Colin Firth). Dentre suas inúmeras funções está a de limpar e arrumar o estúdio, onde Vermeer passa a maior parte de seu tempo, trabalhando e refugiando-se de sua caótica família, que ele pouco vê.

Aos poucos Vermeer começa a prestar a atenção na jovem de apenas 17 anos, e passa a treiná-la no preparo das tintas. Ela tem um natural olhar crítico, parecido com o dele, e o pintor a deixa opinar em seu trabalho, nascendo entre eles uma cumplicidade que vai gerar o ciúme do resto da família e dos outros serviçais da casa. Menos o da sogra (Juddy Parfitt), que é quem administra as contas da família quase falida, e consegue captar que a presença da criada melhorou o trabalho do pintor e, conseqüentemente, o fluxo de caixa.

O ponto forte do filme está nas atuações de Johanssom e Firth. Ela, que já havia encantando o mundo em Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola, está mais linda do que nunca. Simplesmente hipnotizante. E ele a quer sempre ao alcance dos seus olhos, o que faz crescer entre eles uma tensão sexual, que culmina na cena em que ele fura sua orelha para colocar-lhe os brincos da esposa. Sensualidade à flor da pele.

O romance é uma fantasia, mas a história parece tão real que é difícil duvidar que as coisas tenham ocorrido de forma diferente da descrita no livro e no filme.Curiosamente, Johansson não foi a primeira escolha para interpretar a moça do brinco de pérola. Mas sua semelhança com a modelo que posou para Vermeer é tão grande, que é impossível pensar em outra pessoa que não ela para o papel.

O filme -- que recebeu três indicações ao Oscar (Fotografia, Direção de Arte e Figurino) e duas indicações ao Globo de Ouro (Atriz – Drama e Trilha Sonora) -- conta ainda no elenco com Cillian Murphy (interpretando Pieter, filho do açougueiro e pretendente da bela Griet) e Tom Wilkinson, que tem uma importante participação na trama, no papel de Van Ruijven, o mecenas que comprou diversos quadros de Vermeer, ajudando-o a sustentar sua família.

Ficha Técnica:
Moça com Brinco de Pérola (Girl With a Pearl Earring - Inglaterra - 2003 - 95 min)
Direção: Peter Webber
Roteiro: Olivia Hetreed, baseado no livro homônimo de Tracy Chevalier
Fotografia: Eduardo Serra
Figurino: Dien van Straalen

Elenco: Scarlett Johansson (Griet), Colin Firth (Johannes Vermeer), Tom Wilkinson (Van Ruijven), Judy Parfitt (Maria Thins), Cillian Murphy (Pieter), Essie Davis (Catharina).

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VERMEER

Para criar composições despojadas e de extrema
serenidade, Vermeer trabalhava seus quadros com minúcia. Sua obra ficou
esquecida até o século XIX, mas hoje Vermeer é reconhecido como um dos maiores
pintores da grande época da pintura holandesa.
Jan Vermeer nasceu em Delft, Países Baixos, em 31
de outubro de 1632. Entre 1652-1654 estudou pintura com Karel Fabritius, aluno
de Rembrandt.
Em 1663 entrou para a guilda de São Lucas, que
presidiu em 1662-1663 e 1670-1671. De suas 35 telas conhecidas, só duas são
assinadas: "A alcoviteira" (1656) e "O astrônomo" (1668). A
ausência de assinaturas e a abundância de telas apócrifas dificultam a apreciação
cronológica da obra de Vermeer.
Os temas que aborda são os de seus contemporâneos
Pieter de Hooch, Terborch e Metsu: interiores com uma ou duas figuras e
paisagens urbanas. Nos jogos de luz e sombra vê-se certa influência italiana. A
composição é geométrica, com seus elementos simetricamente equilibrados. Os
elementos típicos da obra de Vermeer já apontam em "Moça lendo uma
carta" (c. 1657): o quarto fechado, a luz que entra pela janela, tapetes
orientais e cortinas luxuosas. A luz é usada com mestria para ressaltar uma
expressão, aprofundar ou criar uma atmosfera.
Intimista, Vermeer retratou cenas da vida burguesa,
repletas de símbolos e intenções morais. Em "A leiteira" (1656-1660),
manifesta-se seu colorido particular: fusões de azul e amarelo, objetos
pontilhados de dourado.
Apenas duas magníficas cenas urbanas, "A
ruela" (c. 1658) e "Vista de Delft" (c. 1660), não foram
inspirados interiores. Vermeer foi enterrado em Delft em 15 de dezembro de
1675.

©Encyclopaedia Britannica
do Brasil Publicações Ltda.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Filme: Basquiat

Basquiat - Traços de uma Vida



Lançamento: 1996 (EUA)

Direção: Julian Schnabel

Atores: Jeffrey Wright, Michael Wincott, Benicio Del Toro, Claire Forlani.

Duração: 106 min

Gênero: Drama





Sinopse

Em 1981, um jovem artista (Jeffrey Wright) das ruas é descoberto por Andy Warhol (David Bowie) e tem uma ascensão meteórica, tornando-se uma estrela no mundo das artes. Mas este sucesso repentino e inesperado terá um preço muito alto.


Downloads:

parte 1 - parte 2 - parte 3 - parte 4 - parte 5

Link: Sugestão de Aula - Basquiat

sexta-feira, 25 de março de 2011

Starry, Starry Night - Van Gogh

Link para Download:



Quem era Vincent Van Gogh

Van Gogh é considerado um dos principais representantes da pintura mundial. Nasceu na Holanda, no dia 30 de março de 1853. Teve uma irmã e um irmão chamado Theo. Com este irmão, estabeleceu uma forte relação de amizade. Através das cartas que trocou com com o irmão, os pesquisadores conseguiram resgatar muitos aspectos da vida e do trabalho do pintor.

Biografia

Começou a atuar profissionalmente ainda jovem, por volta dos 15 anos de idade. Trabalhou para um comerciante de arte da cidade de Haia. Com quase vinte anos, foi morar em Londres e depois em Paris, graças ao reconhecimento que teve. Porém, o interesse pelos assuntos religiosos acabou desviando sua atenção e resolveu estudar Teologia, na cidade de Amsterdã. Mesmo sem terminar o curso, passou a atuar como pastor na Bélgica, por apenas seis meses. Impressionado com a vida e o trabalho dos pobres mineiros da cidade, elaborou vários desenhos à lápis.

Resolveu retornar para a cidade de Haia, em 1880, e passou a dedicar um tempo maior à pintura. Após receber uma significativa influência da Escola de Haia, começou a elaborar uma série de trabalhos, utilizando técnicas de jogos de luzes. Neste período, suas telas retratavam a vida cotidiana dos camponeses e os trabalhadores na zona rural da Holanda.

O ano de 1886, foi de extrema importância em sua carreira. Foi morar em Paris, com seu irmão. Conheceu, na nova cidade, importantes pintores da época como, por exemplo, Emile Bernard, Toulouse-Lautrec, Paul Gauguin e Edgar Degas, representantes do impressionismo. Recebeu uma grande influência destes mestres do impressionismo, como podemos perceber em várias de suas telas

Dois anos após ter chegado à França, parte para a cidade de Arles, ao sul do país. Uma região rica em paisagens rurais, com um cenário bucólico. Foi neste contexto que pintou várias obras com girassóis. Em Arles, fez único quadro que conseguiu vender durante toda sua vida : A Vinha Encarnada.

Convidou Gauguin para morar com ele no sul da França. Este foi o único que aceitou sua idéia de fundar um centro artístico naquela região. No início, a relação entre os dois era tranqüila, porém com o tempo, os desentendimentos foram aumentando e, quando Gauguin retornou para Paris, Vincent entrou em depressão. Em várias ocasiões teve ataques de violência e seu comportamento ficou muito agressivo. Foi neste período que chegou a cortar sua orelha.

Seu estado psicológico chegou a refletir em suas obras. Deixou a técnica do pontilhado e passou a pintar com rápidas e pequenas pinceladas. No ano de 1889, sua doença ficou mais grave e teve que ser internado numa clínica psiquiátrica. Nesta clínica, dentro de um mosteiro, havia um belo jardim que passou a ser sua fonte de inspiração. As pinceladas foram deixadas de lado e as curvas em espiral começaram a aparecer em suas telas

No mês de maio, deixou a clínica e voltou a morar em Paris, próximo de seu irmão e do doutor Paul Gachet, que iria lhe tratar. Este doutor foi retratado num de seus trabalhos: Retrato do Doutor Gachet. Porém a situação depressiva não regrediu. No dia 27 de julho de 1890, atirou em seu próprio peito. Foi levado para um hospital, mas não resistiu, morrendo três dias depois.

Principais obras de Van Gogh :

- Os comedores de batatas (1885)
- A italiana
- A vinha encarnada
- A casa amarela (1888)
- Auto-retratos
- Retrato do Dr. Gachet
- Girassóis
- Vista de Arles com Lírios
- Noite Estrelada
- O velho moinho (1888)
- Oliveiras (1889)

Curiosidades da vida de Van Gogh:

- Durante sua vida, Vicent Van Gogh não conseguiu vender nenhuma de suas obras de arte.

- No final do ano de 1888, Van Gogh cortou a orelha direita. Alguns biógrafos da vida do artista afirmam que o ato foi uma espécie de vingança contra sua amante Virginie, depois que Van Gogh descobriu que ela estava apaixonada pelo artista Paul Gauguin. De acordo com esta versão, Van Gogh teria enviado a orelha ensanguentada, dentro de um envelope, para a amante.

Fonte: http://www.suapesquisa.com/vangogh3/

Obras