domingo, 22 de junho de 2014

CEMTI o Teatro

Durante um mês, enquanto estava estudando sobre teatro, foi proposto uma maratona de arte cênica na escola, tanto na disciplina de Arte como na de Literatura. Em arte, cada série recebeu diferentes desafios: na 1.ª série o desafio foi escolher uma crônica e transformá-la em uma peça; para 2.ª, cada sala foi dividido em dois grupos, um grupo ficou com Augusto Boal, e o outro com Nelson Rodrigues, onde deveriam apresentar cenas de três peças de cada autor e falar sobre a biografia deles; na 3.ª série foi feito o mesmo trabalho da 2.ª série, só que os dramaturgos seriam Willian Shakespeare e Molière. Tivemos excelentes apresentações. Foi uma explosão de criatividade. Maravilhoso!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Tarsila do Amaral

TARSILA DO AMARAL


Nascida em Capivari, SP, em 1886, a pintora Tarsila do Amaral é, indiscutivelmente, um ícone da arte brasileira nesse século. Podemos dizer que Tarsila do Amaral encontrou soluções extremamente pertinentes para o que talvez seja o maior dilema da arte brasileira contemporânea: a difícil combinação entre as novas informações e a tradição advindas da arte europeia e o caldo cultural brasileiro, principalmente no que se refere à expressão popular.

Tarsila do Amaral teve uma formação acadêmica muito sólida, em São Paulo e em Paris, o que não resultou para a artista em amarras estéticas ou imposições formais. Muito pelo contrário, a formação acadêmica só reforçou a singularidade da cultura popular brasileira para Tarsila.

É essa cultura que seria reinterpretada e redescoberta à luz do modernismo brasileiro. Tarsila do Amaral é peça chave do movimento modernista, integrando o “grupo dos cinco”, formado por intelectuais e artistas fundadores do movimento, como Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Pichia. Nessa época começa o namoro com Oswald de Andrade, com quem se casaria em 1926.

Tarsila do Amaral foi uma artista muito consciente da sua importância no movimento modernista e da inserção da sua obra no panorama brasileiro das artes plásticas. Tarsila integrava a vanguarda intelectual e artística da época, cultivando uma forte amizade com o intelectual franco-suíço Blaise Cendrars.


Em 1928, pintou o Abaporu, tela batizada por Oswald e pelo poeta Raul Bopp, e que inspiraria o movimento o movimento antropofágico, importante movimento cultural da década de 1930, vinculado ao modernismo e encabeçado por Oswald de Andrade. Em 1950, Sergio Milliet organizou retrospectiva da artista no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Tarsila participou também da I Bienal, em 1951. Em 1964, participou da Bienal de Veneza e em 1969 o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro inaugurou uma grande exposição de sua obra: 50 Anos de Pintura. Esse quadro de Tarsila bateu o recorde de preço de uma obra brasileira, estando situado hoje na Argentina.

É considerada uma das mais importantes artistas brasileiras que, embora tenha tido uma curta carreira, criou obras de expressão inigualável para a arte moderna no Brasil.

CRONOLOGIA

1886 – Nasce em Capivari, São Paulo.

1917 – Estuda com Pedro Alexandrino e Elpons, em São Paulo.

1920 – Estuda na Academia Julian, em Paris.

1922 - Liga-se ao grupo modernista em São Paulo, integrando o “grupo dos cinco”, formado por intelectuais e artistas fundadores do movimento, como Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Pichia.

1923 – Viagem à Europa com Oswald de Andrade. Estuda com André Lhote e Albert Gleizes.

1924 – Início da fase Pau-Brasil.

  

1976 – Retrospectiva na Bienal de São Paulo.

1977 – Retrospectiva no MAM – RJ.

1983 – Retrospectiva Centro Cultural São Paulo.

1984 – Retrospectiva MAM-SP.

1984 – Exposição “Tradição e Ruptura, Síntese de Arte e Cultura Brasileira”, Fundação Bienal de SP.

Características de suas obras
- Uso de cores vivas
- Influência do cubismo (uso de formas geométricas)
- Abordagem de temas sociais, cotidianos e paisagens do Brasil
- Estética fora do padrão (influência do surrealismo na fase antropofágica)

Principais obras de Tarsila do Amaral


- Autorretrato (1924)
- Retrato de Oswald de Andrade (1923)
- Estudo (Nu) (1923)
- Natureza-morta com relógios (1923)
- O Modelo (1923)
- Caipirinha (1923)
- Rio de Janeiro (1923)
- A Feira I (1924)
- São Paulo – Gazo (1924)
- Carnaval em Madureira (1924)
- Antropofagia (1929)
- A Cuca (1924)
- Pátio com Coração de Jesus (1921)
- Chapéu Azul (1922)
- Auto-retrato (1924)

- O Pescador (1925)
- Romance (1925)
- Palmeiras (1925)
- Manteau Rouge (1923)
- A Negra (1923)
- São Paulo (1924)
- Morro da Favela (1924)
- A Família (1925)
- Vendedor de Frutas (1925)
- Paisagem com Touro (1925)
- Religião Brasileira (1927)
- O Lago (1928)
- Coração de Jesus (1926)
- O Ovo ou Urutu (1928)
- A Lua (1928)
- Abaporu (1928)
- Cartão Postal (1928)
- Operários (1933)


FONTES
http://www.suapesquisa.com/biografias/tarsila_amaral.htm


Link das Obras: Álbum Tarsila do Amaral

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Arte e Meio Abiente




DESCRIÇÃO
O Projeto Arte e Meio Ambiente – Criando e Reciclando Com Arte nasceu da necessidade de fomentar a capacidade criadora do estudante, levando-os a expressar suas ideias e sentimentos. Durante o processo criador foi promovidas diversas oficinas monitoradas por alunos nas diversas atividades artísticas.
Este projeto foi desenvolvido no Centro de Ensino Médio de Tempo Integral Polivalente Lima Rebelo, com alunos do Ensino Médio, pela professora de Arte Denise Nunes Leite Compasso, tendo o apoio total do corpo docente, discente e administrativo, envolvendo as áreas de Arte, Biologia, História, Geografia, Matemática, Língua Portuguesa e Inglesa, Química, História, Sociologia e Informática, perpassando por vários temas transversais, tais como: Pluralidade Cultural, Saúde, Ética e Cidadania, e Meio Ambiente.
Com isto, o projeto levou os alunos a conhecer as diversas linguagens artísticas e compreender melhor e respeitar o ambiente em que estão inseridos, tornando-os mais cônscios de seu papel no mundo que os rodeia.
OBJETIVOS
A realização deste projeto atingiu os objetivos propostos.
Sendo eles:
GERAL: Provocar no aluno compreensão do meio que o rodeia, seja ele natural ou criado pelo homem. Permitir a valorização do património artístico e cultural, a importância da preservação e valorização do meio dos impactos ambientais, buscando a interação e a convivência harmônica com a natureza.
 ESPECÍFICOS:
Proporcionar a interação e construção do conhecimento através do ensino da arte ambiental, com base no exercício da cidadania e na vivência dos valores artístico e ecológicos;
Despertar a consciência ecológica dos alunos na preservação do meio ambiente;
Analisar os elementos degradadores do meio, bem como suas possíveis consequências e reais soluções;
Educar, através de práticas pedagógicas inovadoras, usando as diversas formas de arte ambiental;
JUSTIFICATIVA
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), a disciplina de Arte norteia todo processo pedagógico educacional, perpassando por todas as matérias, interagindo e dando suporte na educação e na formação social do professor-educador e estudante.
Sabe-se também que as questões ambientais são, no momento, o assunto de maior amplitude global, tanto na abordagem dos impactos causados pela agressão sofrida pelo meio ambiente, quanto por suas consequências, e que a origem dos problemas ambientais, normalmente, é atribuída ao crescimento econômico baseado na exploração dos recursos naturais, o qual provoca seu esgotamento ou contaminação.
Pensando nisto, o Projeto Arte e Meio Ambiente do Centro de Ensino Médio de Tempo Integral Lima Rebelo tem como abordagem a preservação e valorização ambiental oferecendo aos educandos um caminho para a criação, tomando como base o fazer artístico de forma sustentável, bem como, comemorar com essa parceria o Dia da Arte, e assim, através de diversas formas de arte oferecer oficinas de reciclagem e reaproveitamento de materiais reutilizáveis, buscando minimizar os efeitos degradantes do meio ambiente,
Assim, o projeto tem como campo de experimentação várias linguagens artísticas, tais como: o grafite, a customização de roupas, reciclagem de papel, etc. estimulando o uso da percepção e da criatividade de cada indivíduo, inserindo competências e habilidades artísticas de forma prática e dinâmica, em trabalhos individuais e em criações coletivas, além de despertar o interesse pela preservação do meio ambiente.
CONTEÚDOS CURRICULARES
Para iniciar o projeto, os alunos tiveram aulas teóricas sobre meio ambiente e como a arte poderia ajudar na conscientização da necessidade de preservar e respeitar o meio ambiente. Também foi feito coleta seletiva de materiais recicláveis (papel e garrafa pet, roupas usadas) na escola pelos alunos.
Em posse dos materiais reaproveitáveis, os alunos monitores deram início às suas oficinas, foram elas:
·      Grafitagem.
·      Customização de roupas usadas.
·      Origami.
·      Dança.
·      Teatro.
·      Música
·      Papel: Papietagem e Reciclagem de Papel
·      Reciclagem de Garrafa Pet.
·      Modelo e Maquiagem.
Para dar ênfase nas questões ambientais como a degradação e preservação, professores e alunos participaram de aulas passeio.
A primeira aula passeio foi realizada na Lagoa do Portinho com alunos da 1ª série, para que pudessem perceber a ação degradante realizada com o desmatamento e construções indevidas feitas às margens da lagoa.
A segunda aula passeio foi realizada em Barra Grande, na Rota do cavalo marinho, com alunos da 2ª série, para contemplarem um ambiente preservado e protegido da ação degradante do homem.
Na culminância do projeto foram realizadas:
·      Exposição e venda do material produzido nas oficinas.
·      Desfile das roupas customizadas.
·      Exposição de painéis com fotos das viagens.
·      Apresentações de: Peças teatrais, Danças e Show musical.
METODOLOGIA
A execução deste projeto aconteceu na escola, através de oficinas de criações artísticas monitoradas pelos próprios estudantes da instituição, onde trabalharam as diversas formas artísticas, entre elas as que valorizam a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente, bem como mostrando importância da Arte no processo de conservação do meio ambiente.
Também foram realizadas duas viagens: a primeira para a Lagoa do Portinho, no qual puderam observar um ambiente que sofreu e sofre as ações degradantes do homem; e a segunda para Barra Grande, na Rota do Cavalo Marinho, onde os alunos conheceram um ecossistema preservado e protegido da agressão ambientais.
As atividades realizadas:
·      Estudo sobre a importância das artes na preservação do meio ambiente;
·      Oficinas de diversas formas artísticas ambientais e culturais.
·      Viagens: Barra Grande e Lagoa do Portinho.
·      Exposição dos trabalhos criados pelos alunos.
·      Desfile de moda.
·      Apresentação de música, teatro e dança.
·      Bazar dos materiais produzidos.
As atividades artísticas foram realizadas de forma criativa e autônoma. E em seguida realizou-se a exposição dos trabalhos.
AVALIAÇÃO
O projeto foi avaliado durante todo o procedimento de realização através do desempenho, participação e colaboração dos estudantes nas diversas atividades, resultando numa maior consciência ecológica, respeito ao meio ambiente, e aproveitamento integral no processo ensino-aprendizagem. Foram avaliados os seguintes aspectos: assiduidade, participação nas atividades, cooperação coletiva e compromisso e respeito com as ações ambientais propostas.
Os resultados foram surpreendentes. Os alunos que participaram do projeto entenderam bem os objetivos propostos. A maioria correlacionou com a matéria estudada, perceberam a importância da preservação do ecossistema e de como a arte pode contribuir para sustentabilidade ambiental. Participaram e se esforçaram nas oficinas e nas aulas passeio.



OFICINAS











quinta-feira, 2 de maio de 2013

LABORATÓRIO DE ARTES VISUAIS


LABORATÓRIO DE ARTES VISUAIS:
EXPERIMENTAÇÃO PEDAGÓGICA.

 A arte não representa ou reflete a realidade, ela é realidade percebida de outro ponto de vista. PCN Arte

IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO

TÍTULO: Laboratório de Artes Visuais – Experimentação Pedagógica
ASSUNTO: Ampliação da capacidade criadora do estudante, fomentando o interesse pelas Artes, incentivando-os a experimentar e pesquisar formas de expressar suas ideias e sentimentos através das atividades artísticas.
AUTORES: Denise Nunes Leite Compasso

JUSTIFICATIVA

O Laboratório de Artes Visuais do Centro de Ensino Médio de Tempo Integral Lima Rebelo tem como foco oferecer aos educandos um caminho para a criação pessoal individual ou coletivo tomando como base algumas linguagens artísticas (tais como o desenho, a pintura, a escultura, a fotografia, o vídeo, etc.) e expressões das diversos movimentos artísticos no decorrer da história da humanidade. 
O laboratório propõe a arte como campo de experimentação, estimulando o uso da percepção e da criatividade de cada indivíduo, inserindo competências e habilidades artísticas de forma prática e dinâmica, em trabalhos individuais e em criações coletivas.
Este ambiente além de despertar o gosto pela diversidade artística serve como estimulo de novas inspirações, por isso, a necessidade dos estudantes dispor de um espaço próprio para o desenvolvimento da capacidade criadora e da imaginação no processo educativo. O espaço visa à produção e a pesquisa daqueles interessados pela área educacional.

OBJETIVOS

GERAL

Construir o conhecimento, o gosto e o respeito pelas artes, valorizando o processo e a produção artístico-cultural; e a interação entre as áreas com base na formação de cidadãos críticos, criativos e sensíveis.

ESPECÍFICOS

2.1.     Proporcionar a interação e construção do conhecimento através do ensino das artes com base no exercício da cidadania e na vivência dos valores artístico culturais;
2.2.     Promovendo um espaço intelectual, educativo e cultural;
2.3.     Educar, através de práticas pedagógicas inovadoras, a sensibilidade da criança e a percepção do mundo em seu entorno social;
2.4.     Ampliar o conceito de arte, valorizando principalmente os aspectos criativos inerentes a todo ser humano;
2.5.     Apresentar as várias formas de manifestações artísticas presente no universo cultural do Brasil e do mundo.

ATIVIDADES PROGRAMADAS

1.      Aulas teóricas.
2.      Oficinas de pintura.
3.      Oficinas de esculturas.
4.      Manuseio com tintas e pinceis.
5.      Atividades artísticas.
6.      Oficina de fotografia.
7.      Exposição das obras de arte.
8.      Feiras culturais.

METODOLOGIA

            A metodologia de execução deste projeto acontecerá na cidade de Parnaíba através de experimentações e criações artísticas feitas por estudantes do ensino médio sobre a importância da Arte para a valorização da cultura e do conhecimento e identidade humana.
            As atividades serão feitas:
  1. Estudo sobre a importância das artes para o desenvolvimento sociocultural de uma comunidade;
  2. Oficinas de diversas linguagens artísticas;
  3. Exposição dos trabalhos criados pelos alunos;
  4. Feira cultural interdisciplinar.
As atividades artísticas realizar-se-á de forma criativa e autônoma. E em seguida será realizada a exposição dos trabalhos.

RECURSOS DIDÁTICOS

Material Para o Laboratório de Artes Visuais

Cavalete para pintura
Tinta Guache cores variadas – pote de 500 ml
Tela para pintura 20x30
Tinta a óleo 20 ml conjunto com 8 cores
Bandeja para lavar pince
Pincel escolar redondo n.º 00 – 12 unidades
Pincel escolar redondo n.º 02 – 12 unidades
Pincel escolar redondo n.º 18 – 12 unidades
Pincel escolar redondo n.º 22 – 12 unidades
Pincel escolar redondo n.º 24 – 12 unidades
Pincel escolar redondo n.º 14 – 12 unidades
Pincel escolar chato n.º 00 – 12 unidades
Pincel chato n.º 04 – 12 unidades
Pincel chato n.º 08 – 12 unidades
Pincel chato n.º 24 – 03 unidades
Pincel chato n.º 06 – 12 unidades
Pincel chato n.º 18 – 06 unidades
Pincel chato n.º 10 – 12 unidades
Pincel chato n.º 12 – 12 unidades
Pincel chato n.º 16 – 12 unidades
Pincel filete redondo – 12 unidades
Argila escolar vermelha 1 Kg
Impermeabilizante para papel
Godê para mistura de tinta
Tesoura universal
Giz de cera pastel com 12 cores
Papel canson A3 20 folhas
Lápis 2B - 3B - 4B - 5B - 6B - HB - H
Base para modelagem de argila
Solvente Aguarrás 1000 ml
Espátula plástica tigre escolar conjunto com 06 un.
Câmera digital semiprofissional
Impressora multifuncional jato de tinta
Notebook
Papel fotográfico
Cartucho de tinta preto
Cartucho de tinta colorido

AVALIAÇÃO

O projeto será avaliado durante todo o processo de criação através do desempenho e participação dos estudantes nas atividades propostas para que haja um aproveitamento integral no processo ensino-aprendizagem, serão avaliados os seguintes aspectos: assiduidade, participação nas atividades e cooperação coletiva.

NORMAS DE UTILIZAÇÃO

1.      A sala de artes é um laboratório pedagógico mantido pelo CEMTI, assim, sua prioridade de utilização é para estudantes e professores do mesmo. Não está excluído, porém o uso do espaço por outras Instituições de ensino.
2.      A visita e utilização do espaço serão realizadas mediante a entrega das chaves que se encontram na secretaria do Colégio, onde o responsável pelo grupo assinará um termo de compromisso com a manutenção da sala.
3.      Cada visita deverá ser acompanhada por um responsável, que orientará a utilização dos recursos bem como responderá às dúvidas sobre o espaço.
4.      Como se constitui um ambiente educacional solicita-se ao final de cada visita e utilização do espaço, que o responsável acompanhe o retorno dos objetos a seu local de origem, a conservação da limpeza e o fechamento de portas e janelas.
5.      Horário de funcionamento - O Laboratório de Artes está aberto à utilização e visita de 2ª a 6ª feira, de 07h 20min às 16h 35min.



terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Lixo Extraordinário


O documentário Lixo extraordinário relata a trajetória do lixo dispensado no Jardim Gramacho, maior aterro sanitário da América Latina localizado na periferia de Duque de Caxias (RJ), até ser transformado em arte pelas mãos do artista plástico Vik Muniz e seguir para prestigiadas casas de leilões internacionais.




sexta-feira, 28 de setembro de 2012

ARTISTAS BRASILEIROS

Biografia de Lívio Abramo

Lívio Abramo (Araraquara / SP, 1903 – Assunção / Paraguai, 1992) filho de pais italianos, ele, os irmãos e irmãs cresceram em um ambiente especial e tornaram-se artistas, jornalistas e intelectuais, cujas contribuições foram importantes para o cenário cultural brasilero. Segundo Abramo, seus pais foram sua principal influência artística, pois, ambos sensíveis às Artes, incentivavam os filhos à frequentarem eventos artísticos gerais.

Seu sonho era ser arquiteto, mas problemas financeiros o impediram de concretizar seu ideal. Sua “fuga” foi se especializar na técnica da gravura, o que, para ele compensou a frustração; e foi no autodidatismo que aprimorou seu conhecimento e apaixonou-se por essa arte.

Foi pela influência de gravuras expressionistas alemãs de Kathe Kollwitz entre outros que ele disse: - É isso que eu quero fazer!

Interessava-se por Comunismo, Trotskismo e Socialismo. Nesse época colaborava fazendo ilustrações para tablóides sindicalistas. Depois foi expulso do Partido Comunista acusado de trotskismo.

Só foi reconhecido artisticamente quando suas xilogravuras alcançaram uma riqueza impressionante de detalhes precisos.

Ganhou diversos prêmios como o de Viagem ao Exterior do Salão Nacional de Belas Artes, em 1950, o 1º. Prêmio de Gravura da 2ª Bienal de São Paulo, em 1953 e algumas honrarias como a ordem do Rio Branco.

Lívio possuia uma personalidade forte, uma integridade inabalada e inteligência abrangente. Produziu gravuras, desenhos, charges, design de objetos, textos críticos, aulas e curadoria de exposições.

Em 1931, foi contratado pelo jornal Diário da Noite, para fazer desenhos comentando os principais acontecimentos do dia (suas charges).

Teve a honra de participar das transformações culturais não somente de seu país, como de conviver na realidade de outro país – o Paraguai. Passou metade de sua vida no Brasil e a outra metade no Paraguai.

Na década de 50 foi convidado para integrar a Missão Cultural Brasil Paraguai; participou da Fundação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai e fundou o Estúdio de Gravura, que segundo sua irmã Lélia Abramo foi uma de suas mais importantes realizações.

Teve contato com diversos artistas renomados como: Oswaldo Goeldi, Marcelo Grassmann, Fayga Ostrower, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Lasar Segall, Portinari, Bruno Giorgi, entre outros importantes artistas.
Lívio Abramo - Homem Sentado 
Homem Sentado
13 x 16 cm
Xilogravura




BIOGRAFIA DE ANTÔNIO HENRIQUE ABREU AMARAL



Antônio Henrique Abreu Amaral nasceu no ano de 1935. É formado em Direito pela Universidade de São Paulo.

Iniciou sua formação artística em 1952, na Escola do Museu de Arte de São Paulo, MASP, com Roberto Sambonet. Estudou gravura com Lívio Abramo no Museu de Arte Moderna de São Paulo, MAM/SP, em 1956. No ano seguinte, realiza a primeira exposição individual de gravura neste museu. Em 1958, viaja para a Argentina e Chile, realiza diversas exposições e entra em contato com Pablo Neruda, Arturo Edwards, Rodolfo Ofazo e Mario Carreño. Vai para os Estados Unidos em 1959 onde, além de expor em Washington, aperfeiçoa-se em gravura com Shiko Munakata e W. Rogalsky, no Pratt Graphics Center, em Nova York. Volta ao Brasil em 1960 e trabalha como assistente de Alfredo Bonino, na Galeria Bonino, Rio de Janeiro. Conhece Portinari, Bandeira, Djanira e Goeldi. Em 1961 volta para São Paulo, trabalha como redator e contato publicitário sem abandonar a atividade artística.

Após o golpe militar de 1964, sua obra passa a incorporar uma temática social agressiva. Em 1967 lança o livro O Meu e o Seu, na Galeria Mirante, com apresentação e texto de Ferreira Gullar e capa de Rubens Martins, e inicia seu trabalho em pintura.Nesse mesmo ano faz a primeira mostra individual de pintura, a série Bocas, na Galeria Astréia, em São Paulo.

Entre 1968 e 1975 elabora a série Bananas, composta de litografias e pinturas. É nesta fase que troca gradativamente a gravura pela pintura. Em 1971, com o prêmio de viagem ao exterior recebido no Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, vai para Nova York e retorna ao Brasil em 1975. Nesse período realiza exposições nos Estados Unidos, entre outros países. Quando volta ao Brasil revitaliza sua pintura e chega gradativamente à pintura abstrata.

Expressionista, em suas gravuras desenvolveu uma temática social agressiva, transposta depois para a pintura. No final da década de 60 e no transcorrer da década seguinte, desenvolve a fase das bananas, numa aproximação às idéias veiculadas pelo Tropicalismo e, numa referência mais remota às figuras antropofágicas de Tarsila do Amaral, com a mesma pujança cromática que se verifica suas telas atuais mais próximas do ideário surrealista. Esta fase é constituída de duas séries, a primeira denominada Brasiliana, que vai até 1973 e a segunda, Campos de Batalha.

Expões com regularidade em várias capitais do Brasil, apresentando-se também em individuais, salões e coletivas no exterior.
Vive e trabalha em São Paulo.

CRONOLOGIA

1935 – Nasceu em São Paulo.

1952 – Estuda desenho com Roberto Sambonet, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, MAM/SP.

1954 – Ingressa na Faculdade de Direito.

1958 – Faz sua primeira exposição individual de gravuras no Museu de Arte Moderna.

1959 – Vai para os Estados Unidos.

1961 – Volta para São Paulo e trabalha como redator de publicidade.

1964 – Golpe Militar.

1966 – Começa a pintar a óleo. Inicia a série “Bocas”.

1967 – Publica o álbum de gravuras “O meu e o Seu”. Faz sua primeira individual em pintura, na Galeria Astréia, com a série “Bocas”.

1971 – Ganha o prêmio de viagem ao exterior no Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Expõe as “Bananas” na Galeria Bonino, no Rio de Janeiro.

1975 – Volta ao Brasil.

1978 – Participa da Bienal de Arte Latino-Americana de São Paulo.

1983 – Exposição “Caminhos de Ontem – Trabalhos de Hoje”, na Galeria Bonfiglioli, em São Paulo.

1989 – Vence o concurso para a criação do “Painel Bandeirantes”. Nesse ano trabalha na execução do painel.

1993 – Realiza a série dos “teatros” que são expostos no Museu de Arte moderna de São Paulo.

1995 – Desenvolve a série dos torsos, corpos e bambus.

1997 – Vive e trabalha em São Paulo.


*FOTO: MILLIET, Maria Alice / SULLIVAN, Edward J. / MORAIS, Frederico. Antonio Henrique Amaral: Obra em Processo (pág. 6). DBA; São
Paulo, 1997.


Antonio Henrique Abreu Amaral - Naufrágio
Naufrágio
Tronco com Espinhos










terça-feira, 18 de setembro de 2012

Arte Contemporânea







Definição

Os balanços e estudos disponíveis sobre arte contemporânea tendem a fixar-se na década de 1960, sobretudo com o advento da arte pop e do minimalismo, um rompimento em relação à pauta moderna, o que é lido por alguns como o início do pós-modernismo. Impossível pensar a arte a partir de então em categorias como "pintura" ou "escultura". Mais difícil ainda pensá-la com base no valor visual, como quer o crítico norte-americano Clement Greenberg. A cena contemporânea - que se esboça num mercado internacionalizado das novas mídias e tecnologias e de variados atores sociais que aliam política e subjetividade (negros, mulheres, homossexuais etc.) - explode os enquadramentos sociais e artísticos do modernismo, abrindo-se a experiências culturais díspares. As novas orientações artísticas, apesar de distintas, partilham um espírito comum: são, cada qual a seu modo, tentativas de dirigir a arte às coisas do mundo, à natureza, à realidade urbana e ao mundo da tecnologia. As obras articulam diferentes linguagens - dança, música, pintura, teatro, escultura, literatura etc. -, desafiando as classificações habituais, colocando em questão o caráter das representações artísticas e a própria definição de arte. Interpelam criticamente também o mercado e o sistema de validação da arte.Tanto a arte pop quanto o minimalismo estabelecem um diálogo crítico com o expressionismo abstrato que as antecede por vias diversas. A arte pop - Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Claes Oldenburg e outros - traduz uma atitude contrária ao hermetismo da arte moderna. A comunicação direta com o público por meio de signos e símbolos retirados da cultura de massa e do cotidiano - histórias em quadrinhos, publicidade, imagens televisivas e cinematográficas - constitui o objetivo primeiro de um movimento que recusa a separação arte e vida, na esteira da estética anti-arte dos dadaístas e surrealistas. Trata-se também da adoção de outro tipo de figuração, que se beneficia de imagens, comuns e descartáveis, veiculadas pelas mídias e novas tecnologias, bem como de figuras emblemáticas do mundo contemporâneo, a Marilyn Monroe de Andy Warhol, por exemplo. A figuração é retomada, com sentido inteiramente diverso, nos anos 1980 pela transvanguarda, no interior do chamado neo-expressionismointernacional. O minimalismo de Donald Judd, Tony Smith, Carl Andre e Robert Morris, por sua vez, localiza os trabalhos de arte no terreno ambíguo entre pintura e escultura. Um vocabulário construído com base em idéias de despojamento, simplicidade e neutralidade, manejado com o auxílio de materiais industriais, define o programa da minimal art. Uma expansão crítica dessa vertente encontra-se nas experiências do pós-minimalismo, em obras como as de Richard Serra e Eva Hesse. Parte da pesquisa de Serra, sobretudo suas obras públicas, toca diretamente às relações entre arte e ambiente, em consonância com uma tendência da arte contemporânea que se volta mais decididamente para o espaço - incorporando-o à obra e/ou transformando-o -, seja ele o espaço da galeria, o ambiente natural ou as áreas urbanas. Preocupações semelhantes, traduzidas em intervenções sobre a paisagem natural, podem ser observadas na land art de Walter De Maria e Robert Smithson. Outras orientações da arte ambiente se verificam nas obras de Richard Long e Christo.Se os trabalhos de Eva Hesse não descartam a importância do espaço, colocam ênfase em materiais, de modo geral, não rígidos, alusivos à corporeidade e à sensualidade. O corpo sugerido em diversas obras de E. Hesse - Hang Up, 1966 - toma o primeiro plano no interior da chamada body art. É o próprio corpo do artista o meio de expressão em trabalhos associados freqüentemente a happenings e performances. Nestes, a tônica recai, uma vez mais, sobre o rompimento das barreiras entre arte e não-arte, fundamental para a arte pop, e sobre a importância decisiva do espectador, central já para o minimalismo. A percepção do observador, pensada como experiência ou atividade que ajuda a produzir a realidade descoberta, é largamente explorada pelas instalações. Outro desdobramento direto do minimalismo é a arte conceitual, que, como indica o rótulo, coloca o foco sobre a concepção - ou conceito - do trabalho. Sol LeWitt em seus Parágrafos sobre Arte Conceitual (1967), esclarece: nessas obras, "a idéia torna-se uma máquina de fazer arte". É importante lembrar que o uso de novas tecnologias - vídeo, televisão, computador etc. - atravessa parte substantiva da produção contemporânea, trazendo novos elementos para o debate sobre o fazer artístico.Os desafios enfrentados pela arte contemporânea podem ser aferidos na produção artística internacional. Em relação ao cenário brasileiro, as Bienais Internacionais de São Paulo ajudam a mapear as diversas soluções e propostas disponíveis nos últimos anos. Na década de 1980, a exposição Como Vai Você, Geração 80?, no Parque Lage, Rio de Janeiro, e a participação dos artistas do Ateliê da Lapa e Casa 7 na Bienal Internacional de São Paulo, em 1985, evidenciam as pesquisas visuais.